Repositório

Tempo online : grau de participação, tempo de abordagem ao estudo do e-formando no curso de formação contínua de e-formadores (CFCeF)

Em qualquer experiência que tenhamos num formato de educação-formação online, como formando ou como docente verifica-se, empiricamente, que o tempo consumido é francamente maior se comparado com o formato mais tradicional. Para consubstanciar cientificamente esta questão, realizou-se o presente estudo, aplicado nomeadamente ao Curso de Formação Contínua de e-Formadores (CFCeF) realizado pela Escola de Formação Pedagógica de Formadores. Começa por se fazer uma revisão de literatura, relativamente a conceitos e estudos que permitem enquadrar a pertinência do presente estudo. Visitam-se alguns autores que consignaram alguns dos seus estudos relacionados com o Tempo Online e o Tempo Presencial, percebendo em que medida fará sentido este tipo de comparação. Abordam-se também nesta revisão conceitos relacionados com estratégias de aprendizagem mais adequadas neste formato, e o modo como os formandos encaram o estudo, nos cursos enquadrados na abordagem ao estudo.

Ano: 2013
Autor(es): João Manuel dos Santos Quintas
Editora: Tese de mestrado
Quem é quem

Nuno Pena

Desde 2011, desempenho funções de Diretor da UnYLeYa (empresa de e-Learning do Grupo LeYa), sendo responsável pelo desenvolvimento de soluções de e-Learning e b-learning à medida para contextos de formação profissional, tendo como base estratégias inovadoras de instructional design para a formação de adultos e suportadas em ferramentas tecnológicas avançadas. De 2006 a 2011, desempenhei funções de Diretor de Formação (Chief Learning Officer) na Associação Portuguesa de Seguradores. Fui também fundador e responsável pela Academia Portuguesa de Seguros, entidade que desenvolve Cursos de Pós-Graduação, Cursos de curta, média e longa duração, num total de 200 cursos por ano (formato presencial, b-learning e e-learning), tendo por alvo os cerca de 22.000 profissionais das áreas de Seguros, Banca e Crédito Especializado em Portugal, bem como em alguns Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Entre 2000 a 2006, fui Diretor de Formação Blended-Learning e Gestor de Unidade de Negócios e-Learning em duas empresas de consultoria em Portugal (EMELES e Sinfic). Atualmente investigador de Pós-Doutoramento no ADVANCE – Centro de Investigação Avançada em Gestão do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), Investigador Colaborador da Unidade de Investigação Educação e Desenvolvimento – UIED (Faculdade de Ciências e Tecnologia – Universidade Nova de Lisboa), Doutorado em Gestão, especialidade em Gestão da Informação (Universidade Aberta), Mestre em Comunicação Educacional Multimédia (Universidade Aberta), Pós-Graduado “Formação Educacional” – Ciências da Educação (FCSH, UNL) e Licenciado em Filosofia (FCSH, UNL). Colaboro ainda como revisor em algumas revistas académicas e faço parte do IADIS International e-Learning Conference e do International Institute for Applied Knowledge Management (IIAKM).

Categorias: Consultor, Perito, Professor
Entidade: UnYLeYa
Repositório

O Universo em expansão… : a formação de activos com recurso a metodologias de elearning

A formação profissional contínua em Portugal deve ser amplamente estimulada, face à necessidade de adaptação das pessoas e das organizações às exigências decorrentes de uma presença competitiva na Sociedade Global, que será facilitada pelo acréscimo do capital de conhecimento que promoverem. O eLearning é um conjunto de metodologias e estratégias de desenvolvimento de ensino-aprendizagem sustentadas nas Tecnologias da Informação e Comunicação, facilitador do sucesso do percurso formativo e da transferência de competências para os contextos de trabalho, com um grande potencial na formação de activos. Em contextos de formação que integrem situações de ensino a distância, permite flexibilidade na gestão do tempo e redução da obrigatoriedade de deslocação física dos formandos, podendo implicar redução de custos. É porém necessário vencer resistências à utilização das Tecnologias no ensino e formação profissional em Portugal e promover a utilização do eLearning, tanto no lado da oferta como da procura, face ao seu potencial de sucesso, o que poderá ser facilitado através do estudo de casos de formação já realizados com activos portugueses. A partir de informação partilhada online, este trabalho elabora uma narrativa sobre o ensino e formação em contextos de eLearning em Portugal. Fundamenta-se a percepção de que o eLearning se encontra numa fase precoce de adopção, percorrendo indicadores e estudos sobre o ensino superior em Portugal. De investigação sobre representações de informantes em contextos de ensino superior, emergem conclusões sobre factores críticos na resistência a mudanças conceptuais e de práticas.

Ano: 2013
Autor(es): Ana Paula Sintra Salvo Paiva
Projeto

EMMA – providing multilingual access to European MOOCs

O European Multiple MOOC Aggregator (designado como EMMA), é uma acão-piloto de 30 meses apoiada pela União Europeia. Destina-se a mostrar a excelência em metodologias inovadoras de ensino e abordagens de aprendizagem por meio da criação de MOOCs-piloto em grande escala sobre assuntos diversos. O projeto EMMA irá fornecer um sistema de disponibilização de cursos online livres e abertos em vários idiomas a partir de diferentes universidades europeias, de forma a ajudar a preservar a rica herança cultural, educativa e linguística da Europa e para promover a aprendizagem intercultural e multilingue.

EMMA vai funcionar em dois modos principais: como um sistema agregador e de alojamento de cursos produzidos por universidades europeias ; e como um sistema que permite aos alunos a construção de dos seus próprios cursos utilizando unidades de MOOCs como blocos de construção. A equipa EMMA recorre a uma abordagem deliberada multi-lingual, multi-cultural de aprendizagem, oferecendo serviços de tradução e transcrição embutidos para cursos alojados na plataforma.

O projeto é co-financiado pelo Programa-Quadro para a Competitividade e a Inovação (CIP).

Entidade parceria portuguesa:  Universidade Aberta.

http://europeanmoocs.eu/

Data: 2014 - 2016
Promotor: Università degli Studi di Napoli Federico II
Projeto

E-ViEW – Building a European Virtual Environment for Worked Based Learning

Os parceiros E-ViEW procuraram desenvolver um Campus Virtual Europeu cujo objetivo é apoiar iniciativas de aprendizagem “work-based” e que será utilizado numa edição piloto internacional com foco particular em aprendizagens interculturais.  Este projeto iniciou-se com uma análise de necessidades seguida do desenvolvimento da estrutura do Campus Virtual utilizando código aberto e um módulo de aprendizagem baseado na análise de necessidades para treino de gestores em empresas europeias. O módulo, com ênfase no trabalho Europeu, será testado com 100 trabalhadores do Reino Unido, Polónia, Portugal e Irlanda envolvendo 4 empregadores. Deste projeto resultarão um módulo de aprendizagem e uma estrutura definida de um Campus Virtual para aprendizagem work-based. A implementação do módulo piloto online e um guia com a descrição de experiências na criação e administração deste curso são também produtos relevante do E-ViEW.

Projeto financiado pelo programa de Lifelong Learning da Comissão Europeia.

Entidade parceira de Portugal: Universidade do Porto.

Data: 2010 - 2012
Promotor: Universidade de East London
Projeto

TALOE – Time to Assess Learning Outcomes in E-learning

O principal objetivo do projeto TALOE é desenvolver uma plataforma baseada na web para ajudar os professores e formadores no processo de decisão sobre as estratégias de e-avaliação a usar nos seus cursos online. A ideia principal é que um professor/formador irá descrever os resultados de aprendizagem de seu curso ou módulo, e a plataforma TALOE irá analisá-los e fornecer uma estratégia de e-avaliação que seja coerente com a aprendizagem pretendida.

Referência:  543097-LLP-1-2013-1-PT-KA3-KA3MP

Data: 2014 - 2016
Promotor: Universidade do Porto
Repositório

Formação de professores a Distância: A experiência da Universidade Aberta de Portugal

Pretendemos apresentar sucintamente a experiência de formação de docentes a distância desenvolvida pela Universidade Aberta de Portugal, iniciada nos anos 90, dando conta da evolução desse modelo de formação e da forma como se concretiza atualmente. Esta evolução encontra-se, intrinsecamente ligada ao profundo desenvolvimento tecnológico das últimas décadas que determinou mudanças significativas nos tradicionais sistemas de ensino a distância. Damos conta da profunda mudança educacional nestes sistemas, onde a comunicação em ambientes online veio proporcionar a criação de novos contextos de aprendizagem. Aborda-se o caso particular da Universidade Aberta e os princípios do seu modelo pedagógico virtual que enquadra a atual oferta pedagógica, incluindo o processo de formação profissional de professores em curso. Procuramos apontar, sucintamente, um conjunto de princípios/propostas, norteadores do caminho a seguir na atual formação de  professores, tendo em vista a construção de uma profissionalidade docente que conduza ao regresso dos professores ao centro das preocupações educativas (Nóvoa, 2005); por último, pretende-se lançar a reflexão sobre o possível contributo dos novos contextos de aprendizagem online no âmbito das propostas enunciadas.

Ano: 2011
Autor(es): Lúcia Amante
Repositório

A Avaliação das aprendizagens em Contexto Online – o e-Portfólio como Instrumento Alternativo

Procuramos neste texto fazer uma breve síntese da evolução do conceito de avaliação, identificando as suas principais características nas designadas 4 gerações da avaliação. Identificamos a 4ª geração da avaliação como ancorada no paradigma construtivista da aprendizagem e abordamos em seguida as características dos contextos de aprendizagem online que permitem inscrevê-los neste paradigma defendendo uma avaliação da aprendizagem consonante com os modelos pedagógicos daí decorrentes, ou seja uma avaliação que assume como essencial uma função auto-reguladora e que se constitui como parte integrante do processo de aprendizagem. Abordamos, em seguida, um instrumento de avaliação alternativo – o e-portefólio – que se nos afigura particularmente relevante e adequado aos contextos de aprendizagem online, abordando de forma sucinta a experiência da sua utilização no âmbito de uma unidade curricular de um curso de 2º ciclo.

Ano: 2011
Autor(es): Lúcia Amante
Repositório

Recriar Espaços e Ambientes de Apredizagem: uma nova perspetiva sobre as comunidades virtuais de aprendizagem para jovens

A presente investigação procurou estudar a influência que as comunidades virtuais, enquanto espaços de comunicação e interação alargada, livres de muitos dos constrangimentos escolares, podem ter na aprendizagem dos jovens e na formação de aprendentes ao longo da vida. A investigação incidiu sobre a comunidade Web 2.0 “FQ em rede”, destinada aos jovens. Em particular, aos alunos (e professores) de Física e Química do ensino secundário, porém aberta a todos os interessados. Ao apoiar e suplementar a atividade escolar formal, a comunidade operou nas fronteiras formal/informal e escola/sociedade. Para analisar as dinâmicas emergentes elaborámos uma moldura teórica assente em três grandes correntes: conectivismo, criação de valor em comunidades e redes e teoria da atividade, acomodando focos de análise desde o nível macro (rede) ao micro (individual). O trabalho desenvolveu-se segundo a metodologia de design-based research. Ao longo de três anos de investigação, a comunidade foi sucessivamente redesenhada e reinventada, em conjunto com os participantes, procurando ir de encontro aos seus interesses e necessidades. Para além das analytics do site da comunidade e do perfil dos seus membros, foram aplicados questionários online anuais e realizadas entrevistas semiestruturadas finais. Recorremos, ainda, à análise sociométrica de redes sociais, para estudar os padrões de interação e participação dos atores nos vários fóruns de discussão. As diversas fontes de dados, técnicas de recolha e de análise usadas sustentaram o processo de triangulação metodológica, conferindo credibilidade aos resultados obtidos. Por operar na interface formal/informal e escola/instituições científicas, a FQ em rede constituiu-se como um switcher entre várias redes estratégicas. Da investigação ficou evidente que a escola tem na imersão em comunidades virtuais de aprendizagem, como a FQ em rede, a chave para iniciar os alunos em atividades de aprendizagem alicerçadas em processos sociais de conexão e participação, que fluem entre sistemas formais e informais, em torno de conteúdo científico. Fica evidente a necessidade de associar escola e comunidades virtuais, configurando um sistema de aprendizagem mais harmonioso, em que as generosidades parciais dos indivíduos, os seus interesses pessoais e a aprendizagem formal se integrem de forma sinérgica, limitando contradições. Esta integração configura uma ecologia de aprendizagem em sintonia com as necessidades educativas contemporâneas: desenvolver o gosto por aprender e aprender a aprender. Palavras-chave: comunidades virtuais, jovens, ecologia de aprendizagem, conetivismo, Web 2.0

Ano: 2014
Autor(es): Vera Cristina Casas Novas Marques da Cunha Monteiro
Editora: Universidade Aberta
Repositório

Comunidades Virtuais de Prática: Contextos Educacional, Profissional e Sociedade Civil

Tese de Doutoramento. RESUMO: Face à atual ecologia da Web 2.0 e poder da Rede global, o presente estudo desenvolve uma análise da importância e enriquecimento que verdadeiras comunidades virtuais de prática potenciam, bem como, a fim de que possam ser disseminadas, averigua as suas características e boas práticas em três diferentes contextos: educacional, profissional e sociedade civil. As opções metodológicas da  investigação recaíram na adoção de uma abordagem qualitativa e estudos de caso múltiplos. Relativamente à recolha de dados optou-se inicialmente pela observação à dinâmica das sete comunidades a que se seguiram entrevistas semi-diretivas e um questionário online aos membros de todas as comunidades estudadas. A análise efetuada evidenciou que, das sete comunidades estudadas, apenas a comunidade em contexto educacional e as duas em contexto profissional se afiguram como comunidades virtuais de prática. Constatou-se ainda que no contexto da sociedade civil, ao invés de comunidades virtuais de prática, encontrámos uma tendência para a existência de redes. Emergiu da análise dos casos estudados que para a formação e proliferação de uma comunidade virtual de prática – identificada no contexto educacional e profissional – é determinante a vontade expressa de um conjunto de indivíduos que se identifiquem, entre si, e com um domínio reconhecido como relevante num espaço sem hierarquia explícita, não tutelar nem tutelado, sem demasiada estruturação. A resposta à dúvida colocada como a partilha de experiência assume-se fundamental para alimentar estas comunidades. Verifica-se ainda que, para que uma comunidade virtual de prática seja dinâmica e possa proliferar, importa ter em conta alguns aspetos: (a) rejeição de controlo; (b) democracia; (c) liderança horizontal e partilhada; (d) estruturação moderada; (e) tecnologia facilitadora de interação e dinâmica; (f) conhecimento anterior entre alguns membros. Por último, constata-se a importância de comunidades virtuais de prática constituídas por pares, fora de controlo empresarial ou tutelar, mas antes enquanto formas organizativas informais. Com efeito, estas propiciam a partilha e discussão das temáticas e atividades inerentes a cada carreira profissional. Palavras-chave: comunidades virtuais de prática, redes, conectivismo, grupo, coletivo.

Ano: 2013
Autor(es): Maria Antonieta Pereira da Rocha
Editora: Universidade Aberta